Estratégia multimodal em 2026: como preparamos um cliente para um Google multifacetado
Um case sobre jornada, intenção, profundidade semântica e presença em diferentes superfícies da busca.
Eu não enxergo o Google como uma página com dez posições. Para mim, ele é um ambiente multifacetado.
A mesma necessidade pode aparecer no resultado orgânico, na Visão Geral criada por IA, em imagens, vídeos, vídeos curtos, Maps ou anúncios.
Nem toda busca vai abrir todas essas possibilidades. E nem toda pessoa vai percorrer o mesmo caminho.
Aliás, a mesma pessoa pode pesquisar de formas completamente diferentes dependendo da urgência, do assunto, do contexto e do momento em que está na jornada.
É justamente por isso que eu não compro a ideia de que exista um único “novo comportamento de busca”.
A palavra-chave continua existindo. A busca conversacional existe. A imagem existe. O vídeo existe. A busca local existe. A inteligência artificial existe.
O comportamento muda. A intenção é o que precisamos aprender a enxergar.
Em 2025 nós não começamos pela página. Começamos pelo mercado.
Quando desenhamos a estratégia de um cliente de pisos industriais, não começamos perguntando quantas páginas poderíamos produzir. Também não começamos por produção programática.
Começamos olhando o negócio de forma macro.
Onde existia uma intenção comercial importante e um espaço menos óbvio para aquela empresa ser encontrada?
Um desses territórios era o universo dos supermercados.
Então nós não tratamos “piso epóxi para supermercados” como uma simples palavra-chave.
Abrimos o universo daquele problema: circulação intensa, carrinhos, limpeza, resistência, acabamento, manutenção, aplicação e as particularidades daquele ambiente.
É exatamente esse tipo de raciocínio — mapear o universo real de uma empresa, entender as diferentes intenções e construir uma presença coerente ao redor desse território — que também está na base do meu Método Omni Kernel™ .
O Google é multifacetado porque a necessidade também pode ganhar formas diferentes
Uma pessoa pode querer uma resposta rápida. Outra quer enxergar a aplicação. Outra precisa comparar imagens. Outra prefere assistir ao processo.
E a mesma pessoa pode fazer tudo isso em momentos diferentes.
Por isso, eu não tento decretar “como o consumidor pesquisa agora”.
Eu preparo o território para que aquela empresa tenha informação suficiente para responder quando uma mesma necessidade se manifesta de formas diferentes.
É nesse ponto que SEO para Google e inteligência artificial deixa de ser uma discussão sobre uma única superfície.
A busca ficou maior. A estratégia também precisa enxergar esse panorama.
Uma intenção. IA e resultado orgânico.
Em 2026, quando fazemos a busca por “piso epóxi para supermercados”, o cliente aparece como fonte na Visão Geral criada por IA e também no resultado web.
É uma imagem simples, mas explica muito sobre como eu enxergo o Google hoje.
Não estamos diante apenas de uma sequência linear de links. A mesma intenção pode ganhar superfícies diferentes dentro da própria busca.

Agora a mesma pessoa quer enxergar
Talvez ela não queira apenas uma explicação.
Ela quer visualizar o acabamento. Quer entender como aquele piso fica dentro de um supermercado. Quer comparar aplicações.
A necessidade continua dentro do mesmo universo, mas a forma de procurar mudou.
Foi por isso que construímos texto, imagens de aplicação, vídeos e outros ativos em torno do mesmo território semântico.
Não porque eu pudesse prever exatamente como cada pessoa pesquisaria. Eu não acredito em comportamento estático.

Aqui existe uma diferença importante.
Eu não penso em “SEO para texto” e, separadamente, em “postar algumas imagens”.
O que eu procuro é coerência.
Quando o formato muda, o território da empresa precisa continuar reconhecível.
Não é estar em todo lugar por volume. É fazer diferentes formatos defenderem, com coerência, o mesmo território de conhecimento.
Quando a resposta precisa de movimento
Algumas coisas ficam mais claras quando são vistas.
O cliente pode querer entender uma aplicação, observar um processo, visualizar uma transformação ou simplesmente preferir aprender por vídeo.
O formato mudou. A intenção continua dentro daquele universo.

E o conteúdo não precisa nascer dentro do Google
Esse é outro ponto que considero muito interessante.
Na mesma busca, o Google recupera um conteúdo do cliente publicado originalmente no TikTok em 2023.
Em 2026 aquele ativo continua relacionado àquela intenção.
Isso explica por que eu não penso site, imagem, vídeo ou rede social como universos independentes.
A plataforma muda. O formato muda.
Mas o território que estamos construindo para aquela empresa precisa continuar coerente.

O que nós antecipamos em 2025
Quando começamos esse projeto, nós não estávamos tentando adivinhar qual seria a próxima interface do Google.
Estávamos preparando a empresa para algo maior.
Fazer o conhecimento dela existir de formas diferentes dentro do território que realmente dominava.
Em 2026, a busca está mostrando esse trabalho.
Para a mesma intenção, encontramos o cliente na IA, no resultado orgânico, nas imagens, nos vídeos e nos vídeos curtos.
Eu não preciso transformar isso em promessa. O resultado está na tela.
A minha experiência mostra que, quando uma empresa começa a explicar de verdade o universo que domina, com profundidade, consistência e formatos diferentes, começa também a construir autoridade digital em torno daquilo que sabe resolver.
Contexto do projeto. No mesmo trabalho, esse cliente também chegou à primeira página para um termo amplo que possuía cerca de 12,1 mil buscas mensais no levantamento utilizado na época. Esse número é importante como contexto, mas não é o centro deste artigo. O objetivo aqui é mostrar como uma intenção trabalhada em profundidade pode ganhar presença em diferentes superfícies da busca. Você pode conhecer outros cases de SEO e autoridade digital desenvolvidos dentro dessa mesma visão estratégica.
E se esse raciocínio for aplicado ao restante do negócio?
Esse é o ponto que considero mais interessante.
Não sabemos se o próximo cliente vai digitar duas palavras, fazer uma pergunta longa, abrir o Maps, procurar uma imagem, assistir a um vídeo ou conversar com uma inteligência artificial.
Mas podemos mapear os problemas, aplicações, produtos, dúvidas e conhecimentos que pertencem ao universo daquela empresa.
Podemos construir conteúdo suficiente para explicar aquilo de vários ângulos.
E podemos fazer isso sem transformar estratégia em produção de volume.
Porque, para mim, o objetivo não é preencher a internet.
É fazer uma empresa ter muito mais para ser encontrado quando a necessidade de alguém tocar exatamente o território que ela sabe resolver.
Estratégia começa antes da produção
Cada empresa possui um território, um mercado e um conjunto diferente de intenções. É isso que precisa ser compreendido antes de decidir páginas, conteúdos e formatos.
Conheça minha consultoria SEOBase técnica e fontes
- Google Search Central — atualizações da documentação — atualizações oficiais sobre Pesquisa Google, recursos de IA, imagens e vídeos.
- Google Search Central — recursos de IA e seu site — orientações oficiais sobre conteúdo em recursos de IA da Pesquisa.
- Google Brasil — Modo IA em português — informações sobre a evolução da experiência de busca multimodal.
